Irmãos e irmãs, mais um amistoso de futebol entre nossos padres e seminaristas da Diocese de Piracicaba. Um santo futebol! Gols, risadas e fraternidade presbiteral… Eis, então, nossa resenha: assim que a bola rolou (com um pontapé inicial abençoadíssimo, registrado na foto ao final deste texto), a rivalidade ficou de lado. Times mesclados, jogo equilibrado! Dribles para cá, passes para lá, chutes acolá; uma faltinha aqui, uma “furada” ali, uma canelada acolá! Entre dribles desconcertantes, passes milagrosos e chutes que quase foram parar na paróquia vizinha, todos mostraram que, se a vocação é para servir, naquele dia alguns estavam especialmente vocacionados para fazer gols!
O jogo foi disputadíssimo, mas com uma multiplicação de gols. No placar, um resultado justo de 8 a 8. Empate. “Jogo de Igreja”. Dessa vez, ninguém (especialmente os seminaristas) voltaria triste para casa. Felizmente, ninguém se machucou, e a tarde de desporto correu bem para todos os jogadores.
O mesmo, porém, talvez não tenha acontecido ao nosso ilustre público torcedor. Talvez o jogo não tenha sido um dos mais belos de se assistir (talvez tenha sido melhor que os da seleção na última Copa, enfim…). Assim, ao Dom Fernando, nosso bispo emérito, ao Pe. Claudemir da Silva e à Dona Vera (minha mãezinha), achamos justo dizer: “Desculpem qualquer coisa”. (Esperto foi Dom Devair, nosso bispo diocesano, que veio para o jantar e a confraternização!)
Mas, nesse encontro, a verdadeira vitória não estava no placar, e sim na amizade, no respeito e na alegria de estarmos juntos na vocação ministerial a serviço da Igreja. Encerrada a partida, os atletas trocaram as chuteiras pela fome e partiram para uma merecida confraternização, com hambúrgueres que, segundo alguns, foram os verdadeiros campeões do dia. Entre mordidas generosas, histórias sobre os gols perdidos e explicações bastante criativas sobre as falhas na defesa, a conversa correu solta.
Para completar a programação, vieram as cartas, e aí começou outro campeonato: o de blefes, provocações e suspeitas de que alguns tinham mais talento para esconder cartas do que para marcar gols (alguém, por favor, presenteie o Pe. Ricardo com um baralho!). Entre risadas, brincadeiras, jogos, hambúrgueres e uma ou outra acusação de trapaça (sem necessidade de abrir processo no Tribunal Eclesiástico), o dia terminou mais uma vez com o agradável convívio da fraternidade do futebol presbiteral.
Pe. Claudio Henrique Furlan
Presbítero da Diocese de Piracicaba