O mais indicado é apresentar o nosso dízimo onde temos a nossa vida social, naquela igreja que fica mais perto de nossa casa. Muitos levam para comunidades maiores, que precisam menos, deixando carente a sua própria comunidade. É aconselhável repensar isso.
Se o dizimista tem atividades religiosas na outra comunidade e se é lá que ajuda também nos trabalhos de evangelização, aí sim teria sentido levar o seu dízimo para lá. Mas, para a maioria, essa não é a realidade.
Muitos levam o dízimo para outra comunidade porque veem lá uma estrutura melhor, uma igreja maior, mais pessoas trabalhando, padre, missa, e até porque a igreja é mais bonita do que a da sua própria comunidade. Sendo assim, seria melhor deixar na igreja que fica mais perto de casa, pois ela ainda não tem o que a outra já conquistou. E tem mais: além de ser dizimista, você poderia se integrar para ajudar a construir o que falta na igreja do seu bairro.
Se todos os católicos entregarem o dízimo no altar da igreja mais próxima de casa, vai demorar menos para que ela possa crescer e ficar como já estão as outras, que têm mais tempo de existência.
Só é aceitável levar o dízimo para outra comunidade quem estiver integrado lá, participando dos trabalhos missionários. Mesmo estes deveriam pensar se não estão fazendo mais falta na igreja de sua própria comunidade.
Temos ainda os que moraram em outra comunidade por muitos anos e, embora nunca tenham participado dos trabalhos missionários, têm lá suas raízes. Temos que admitir ser essa uma boa razão, até que se integrem na comunidade em que estão morando.
Alguns dividem o dízimo entre as duas comunidades: o marido leva para a nova comunidade e a esposa para a igreja onde havia morado durante muitos anos.
A maioria vai, aos poucos, se integrando: é uma questão de acolhida. Se mudamos para uma comunidade e ninguém nota que estamos presentes, fica mais difícil a nossa integração.
O ideal seria os agentes missionários da Pastoral do Dízimo visitarem o irmão que está levando o seu dízimo para outra comunidade, porém respeitando a sua decisão final.
A maioria acaba concordando que é mais prático e mais fácil frequentar a igreja que fica mais perto de casa. Bom mesmo é quando descobrem que podem até ajudar na evangelização da comunidade. Aí o “ser dizimista” ganha um novo sentido.
Pe. Celso de Jesus Ribeiro
Coordenador Diocesano da Pastoral do Dízimo
Pe. Celso de Jesus Ribeiro