Um dos costumes mais antigos das pessoas de fé é apresentar o dízimo no altar do Senhor. A Bíblia traz centenas de citações sobre essa prática. Pelas Sagradas Escrituras, sempre soubemos que Deus é o nosso maior parceiro no trabalho do dia a dia. Por isso, em sinal de gratidão, separamos a melhor parte daquilo que produzimos e a levamos ao altar.
Hoje, a pessoa de fé atua de forma mais prática: ela transforma o fruto do seu trabalho em recursos e entrega parte dessa produção — que representa seu suor, seu sacrifício e sua resposta a Deus — ao dízimo na Igreja.
O primeiro a dar o dízimo como agradecimento foi Abraão, que entregou ao sacerdote Melquisedeque a décima parte de tudo o que havia recuperado na batalha contra reis inimigos. A resposta imediata de Deus foi a promessa de uma descendência tão numerosa quanto as estrelas do céu e as areias da praia, garantindo que seu herdeiro seria um filho do seu próprio sangue (confira em Gênesis, capítulos 14 e 15).
Essa prática de Abraão chegou até os nossos dias. A pessoa de fé sente necessidade de agradecer a Deus sendo dizimista e se alegra quando a comunidade oferece meios para estreitar ainda mais essa relação.
É sempre bom lembrar que o povo de Deus — que hoje somos nós — sempre quis ser dizimista ao longo da história. Muitos sentem uma profunda necessidade de levar algo para a igreja como expressão de sua fé e de seu compromisso com Deus.
É maravilhoso ver tudo o que o nosso dízimo torna possível na comunidade. Até mesmo as pessoas de poucos recursos se sentem felizes ao perceberem que ajudaram a construir a sua Igreja e a sustentar as obras de evangelização e misericórdia, enquanto dão graças a Deus por não lhes faltar o essencial para uma vida digna.
Deus nos acolhe na prática da fé e nos responde com amor. Ao sermos dizimistas, fortalecemos uma relação de profunda confiança com Ele. Pense nisso!
Pe. Celso de Jesus Ribeiro
Coordenador Diocesano da Pastoral do Dízimo
Pe. Celso de Jesus Ribeiro