“Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). De 8 a 10 de novembro, em Itaici, Indaiatuba (SP), ocorreu o Encontro Estadual da Campanha da Fraternidade 2020, que terá como tema “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34).
Pela Diocese de Piracicaba participaram os padres Kleber Fernandes Danelon (Coordenador Diocesano de Pastoral) e Claudemir Aparecido da Rocha, o diácono Edgard Oliveira Batista (Animador da CF Diocesana) e os leigos Cesar Augusto Borgi (Paróquia São João Batista – Rio Claro), Jairo Brunini (Paróquia Santo Antonio -Ajapi - Rio Claro) e Valdinei Antônio Tonin da Equipe Diocesana para Defesa da Vida e da Família.
Agentes das sete sub-regiões trabalharam os desafios para sair da “globalização da indiferença” para a “revolução do cuidado”, com os trabalhos consagrados desde o início à Mãe Aparecida. A figura da primeira santa brasileira com dois milagres reconhecidos, Santa Dulce dos Pobres, esteve também presente em toda a reflexão, assim como ocorre nos textos inspiradores propostos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O Anjo Bom deve ser na próxima campanha patrona e inspiradora de ações individuais e comunitárias.
Em um primeiro momento no Auditório Padre Vieira,, apresentou-se a temática bíblica do samaritano, que leva todos a se indagar sobre quem está à margem da sociedade hoje e é um próximo em potencial (desde pessoas que sofrem por diversos transtornos até desempregados) e os que precisam ser defendidos acima de tudo (os nascituros, por exemplo). Com a presença do bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo e referencial, Dom Eduardo Vieira dos Santos, o assessor estadual Padre Antônio Carlos Frizzo falou sobre as éticas que movem os personagens da parábola (o ladrão, as pessoas que mudam de rota para não ajudar o homem caído e o samaritano, paradigma do Cristo).
No sábado, o encontro teve como principal assessor o Padre Danilo Vitor Pena, do clero da Arquidiocese de Curitiba (PR), que destacou a necessidade do cuidado com o próximo como pista pastoral de trabalho. “O olhar da fé, ao mesmo tempo em que identifica sombras, deve identificar luzes”, destacou, apresentando o texto-base. Também se promoveu a necessidade de um trabalho pastoral com vivência de fé, maduro, que se torne presença, que leve a experiências de proximidade. “Não podemos levar apenas uma sopa noturna para quem vive nas ruas e, no dia seguinte, fazer como quem não conhece seu rosto”, provocou o Padre Danilo. “Nós queremos agir localmente para influenciar globalmente”, completou, ressaltando a necessidade de unir uma iniciativa individual, eclesial e comunitária com uma iniciativa de busca de solução por meio de políticas públicas (ligando com a temática da CF 2019).
No próximo ano, caberá à Igreja responder às angústias e questionamentos centrais dos dias atuais: o que é a pessoa humana? Qual o sentido e a finalidade da vida, especialmente da vida humana? De onde provêm os inúmeros sofrimentos? Como alcançar a almejada felicidade? Como promover a paz de modo definitivo? Para todos esses questionamentos, caberá aos agentes dar uma resposta única: Cristo. “Em Jesus, esclarece-se o enigma da vida humana. A solidariedade da Igreja com o ser humano leva-a a perguntar pelos valores absolutos que podem garantir a verdadeira e permanente felicidade”, lembrou o palestrante.
“É preciso traçar um caminho, reconhecendo os passos dados”, frisou o sacerdote, contando ainda o quanto a Igreja caminha na rota da defesa da vida, com suas diversas pastorais e nos trabalhos reincidentes sobre o tema na CF desde 1974, quando se perguntava “Onde está teu irmão?”, passando por 1994 (A família como vai?) e 1995 (Eras tu, Senhor?) No último dia do encontro, o Padre Frizzo retomou essa temática, conscientizando a todos sobre o valor agregado ano a ano pela Campanha da Fraternidade. Houve ainda um momento de síntese dos desafios apresentados pelos subr-regionais, já com o encaminhamento de possíveis soluções.
Como parte de uma análise prática do cuidado, o Padre Lício Araujo Vale, da diocese de São Miguel Paulista (SP), desenvolveu uma palestra rápida sobre como identificar casos de transtorno mental e suicídio, ressaltando que 40 pessoas se matam por dia no mundo. E propôs soluções paroquiais e propostas públicas para acolher possíveis vítimas e aliviar dores e sofrimentos.
Por fim, o secretário executivo, Antônio Evangelista, focou em mais algumas propostas que poderão tornar a CF uma rota de vida no próximo ano. “Começa em casa, no diálogo franco, sempre focando em esperança e soluções, não apenas em problemas. Precisamos desenvolver uma escuta qualificada”, ressaltou, na mesma linha desenvolvida no dia anterior pelo Padre Danilo. “O nosso horizonte é o Reino, o Evangelho é o caminho”, concluiu, falando sobre o grande desafio de buscar a experiência de Deus no contato com o próximo. Por fim, os presentes foram unânimes em reconhecer a necessidade de ter o olhar de Jesus, “que na vida sempre se fez oferta de si, se fez atenção ao outro. Nunca nada para si, sempre tudo para o outro“, como frisou o Padre José Vanzella, de Caraguatatuba, na celebração dominical, inspirando todos os agentes da Campanha da Fraternidade presentes.
Fonte: CNBB/Sul 1

Paróquias da Diocese de Piracicaba comemoram a Festa de São Francisco de Assis

Paróquia de Piracicaba promove show acústico da cantora católica Suely Façanha em outubro

Curso Diocesano de Teologia recebe inscrições para aulas de Angelologia com professor Rafael Brito