Eminência, com que espírito o Papa se prepara para partir?
Parolin: Certamente esta é uma viagem esperada porque já foi adiada uma vez por causa da covid e ao mesmo tempo se realiza neste contexto de guerra que preocupa enormemente o Santo Padre. Então, imagino que ele fará essa viagem com essa forte dor que já manifestou em muitas ocasiões nos últimos meses, nas últimas semanas pelo que está acontecendo na Ucrânia e repetirá, imagino, seu apelo para que parem os combates, calem-se as armas e continue o diálogo porque, na verdade, as negociações já estão em andamento, mesmo que não pareçam ter alcançado nenhum resultado concreto. Então será um espírito de dor e participação no sofrimento daquela população e um convite a por fim à guerra.