Foto: Rodrigo Alves
A tradicional Festa do Divino Espírito Santo de Piracicaba chega à sua 200ª edição em 2026, com início no dia 24 de maio, data de Pentecostes. A abertura será marcada pela Missa do Envio das Bandeiras, presidida pelo bispo diocesano, Dom Devair Araújo da Fonseca, no Engenho Central.
Segundo o pároco da Catedral, padre Henrique Dionisio Assi, a celebração tem papel central na história da cidade. “É uma festa que marca a história de Piracicaba e que, neste ano, completa seus 200 anos”, afirma. Ele destaca que a festividade une dimensões religiosas e culturais e acompanha o desenvolvimento do município desde suas origens, às margens do Rio Piracicaba.
A programação festiva começa no dia 23 de maio, também com atividades no Engenho Central, incluindo apresentações de congadas, momentos de evangelização, teatro e vigília com adoração ao Santíssimo Sacramento. No dia seguinte (24), além da missa presidida por Dom Devair, haverá momento de oração pela manhã, conduzido pelo padre Leandro e pela Comunidade Peregrinos do Amor (confira a programação completa abaixo).
De acordo com padre Henrique, o envio das bandeiras é um dos momentos centrais da preparação. “É quando os devotos e os membros da Irmandade trazem suas bandeiras para serem abençoadas e enviadas”, explica. Após a celebração, as bandeiras percorrem casas e comércios, levando a devoção ao Divino Espírito Santo.
A festa segue ao longo das semanas seguintes. No dia 5 de julho, está prevista a Missa da Derrubada, seguida da bênção dos barcos no Rio Piracicaba. Já na semana que antecede a celebração principal, será realizado o tríduo solene.
O ponto alto ocorre no dia 11 de julho, com programação que inclui alvorada, apresentações culturais, congadas, procissão com as mortalhas, encontro das bandeiras no rio e a Missa Solene do Divino Espírito Santo. O encerramento será no dia 12 de julho, com procissão de Nossa Senhora Aparecida, missa final e a passagem da bandeira para o próximo casal festeiro.
Para o pároco, a festa também é um momento de memória e identidade. “É tempo de celebrar e recordar as raízes de todo o povo piracicabano”, afirma. Ele reforça ainda o sentido espiritual da celebração: “É o momento de celebrar a fé, de recordar a ação de Deus, que vem ao nosso encontro através da presença do Espírito Santo em nosso meio”.
Foto: Rodrigo Alves

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